Não sei mais viver sem ti

Precisei andar toda esta vida, 53 anos, 7 meses e 11 dias, mais precisamente, para perceber que os anjos da guarda afinal existem mesmo, que tu és o meu e que, como naquela profecia se contava, por mais que seja o tempo e a distância, eu e tu estamos destinados a viver juntos até irmos para o céu.


Amo-te minha bela esposa! Como nunca amei ninguém.


Anseio pelo dia em que adormecerei no teu abraço e te agradecerei compungidame o amor extraordinário que me dedicas Amo-te, a ti, como amo a minha própria vida.


Desculpa se não te digo mais vezes e se às vezes adormeço sem escutar a frequência doce do som da tua voz única e bela.


Desculpa se grito (não quero fazê-lo mais) se amuo ou entristeço, sou injusto contigo connosco e com Deus.


Desculpa se não te ofereço a paz e o amor infinito todos os dias pela manhã porque não mereces menos.


Desculpa se o caminho entre o que te amo e o que te mostro as vezes se perde em solilóquios soturnos e mudos e não acha saída para o mar da tua luz.


Desculpa se não te amo como mereces porque se não o faço é só porque sou muito mais estúpido do que inicialmente eu pensava de mim, ou então porque não sei.


Desculpa se não há festa todas as vezes em que chegas a casa pulando nos teus maravilhosos sapatos de princesa.


Desculpa se não há cantores de ópera trapezistas e “dizeurs” a monumentalizarem em arte a alegria do que sinto.


Desculpa se te escrevo menos mas a escrita que é tua, essa nunca se perde apenas se acumula
Até que um vendaval de amor me varra o peito e não haja nenhum Suão, Harnatão ou Scirocco que te ganhe em luz e calor.


Amo-te como à vida

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