JM Diogo

Tempo [ii]

Tempo [ii]

Manobras o ponteiro dos minutos como se fosses uma fera enjaulada. Como se nada houvesse que não seja o vazio eterno dessa estrada. Não me levanto nunca  sem pedir que a tua alma acabe, que o teu leito resvale, que o teu cigarro se apague; e cinza e sono e deus, se ponham de acordo Continue reading Tempo [ii]

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Com a leveza do ar e o peso das memórias levanto voo no anoitecer de sábado. É a viagem, é a viagem! É o mar é o mar me chama. É a terra que deixo sempre para trás Sem a olhar como merece. Vertigem da vertigem [a vertigem dá vertigens] E eu prossigo impassível como Continue reading Seguir

Tempo

Tempo

Devolvo à minha memória o teu olharFoi no ano em que éramos jovensNós e o nosso amor enfeitado de madressilvasborboletas e mais animais mitológicosVeio o tempo que me empurra e eu empurro-teA lua lá fora já não brilha em estrofesnão canta elegias e sonetos nem encanta novidadesOlho à volta e não consigo sair desta rima Continue reading Tempo

Anil

Anil

Pela hora da lua sinto a tua falta. Não há um reflexo que te traga nem luz que te devolva. Partiste. És aura e só memória e contornos indefinidos. Azul, anil, apenas cinza. Sempre passado.