As asas do desejo

Deixo-me cair na cama e penso (quase cansado)

Sentir não tem um racional. Não é uma ciência positiva. Para sentir não há fórmulas, nem receitas, nem gatilhos, nem rotas previamente desenhadas; sentir é sem GPS.

Mas é em pensar — onde há todas estas coisas — que a magia acontece.

Deixo-me cair na cama e intuo (já dormindo): a última coisa em que penso (e que ainda não vejo) é tua imagem imperceptível.


Nunca estive tão perto de um milagre nem nunca tão desejoso de uma aparição.

Deixo-me cair na cama de olhos já fechados (sonhando): a última memória do dia longo é o desejo de que possa sonhar contigo.

Que possa ver as asas do desejo nos olhos que voam e a sombra de Isa.

Que sentido faz ter saudades do futuro?